Soberania Audiovisual

SEMANA PELA SOBERANIA AUDIOVISUAL – NOV – 2017 / RIO DE JANEIRO

Inscrições de filmes até 24/Outubro

Soberania Audiovisual é um movimento que surge dos grupos de cine-comunitário da América Latina y Caribe como expressão popular de reivindicação da memória coletiva e do protagonismo cultural das comunidades e seus habitantes. Nasce em La Paz – Bolívia em 2013, quando da realização de um encontro de cine comunitário, em uma proposta coletiva de distribuição e articulação do audiovisual no continente, que confrontasse o cinema extrativista e comercial que se apropria das imagens comunitárias, e as faz circular pelos circuitos internacionais de festivais e televisão.

É uma celebração que combina diferentes idiomas, plataformas e materiais que giram em torno da linguagem audiovisual e cinematográfica. Convoca trabalhos de todas as origens, enfatizando as realizações urbanas, rurais e baseadas na comunidade dos povos originais do continente americano, que estão em busca de uma imagem própria e apresentam diferentes pontos de vista que não frequentam espaços na rede de distribuição comercial.

Veja mais informações sobre a história da Soberania Audiovisual no continente clicando aqui.


Mostra SXSA 2015 na Maré – Rio de Janeiro

A SEMANA PELA SOBERANIA AUDIOVISUAL (SXSA) é a expressão máxima do audiovisual comunitário. Quando coletivos e comunidades celebram uma semana de mostras, oficinas, debates e atividades culturais, em que o cinema transforma o espaço público em CIRCO ELETRÔNICO.

No Rio de Janeiro, a primeira vez que realizamos uma SXSA foi em 2015, quando outros 8 países do continente também estavam celebrando a festa do cine comunitário. E de maneira integrada todas esses coletivos articularam mostras e oficinas de vídeo simultaneamente. Veja as memórias no Rio de Janeiro aqui.

Mostra da SXSA 2015 na Maré – Rio de Janeiro

SXSA 2017

Agora em 2017, queremos novamente reacender a chama da SXSA no Rio de Janeiro, convidando grupos, comunidades e coletivos que fazem do audiovisual um instrumento de luta popular, para compartilhar, aprender e desfrutar da verdadeira festa do cine comunitário latino americano.

Como Participar Como Realizador? Inscrevendo curtas, médias e longas metragens feitos por coletivos, realizadores e grupos independentes que usam o audiovisual como uma ferramenta de denúncia social, luta por justiça, resgate e manutenção de memória coletiva. Ou também oferecendo alguma oficina específica de realização audiovisual com foco nas lutas populares.

Como Participar Como Exibidor? Inscrevendo seus cineclubes e centros culturais comunitários que através da comunicação e do vídeo, ocupam espaços públicos e sociais para debater as relações sociais em seus territórios.

Pontos de Exibição:  à confirmar

Categorias – As categorias propostas tentam agregar a diversidade de lutas políticas da América Latina e Caribe e gerar um espaço de visibilidade e debate para estas realidades, funcionando como um panorama do contexto sócio-político do continente e relacionando as narrativas e dinâmicas auto-retratadas:

  • Luta Pela Terra > Lutas camponesas pelo direito á terra, processos de recuperação dos territórios indígenas, revolução agrária, deslocamentos forçados, movimentos contra o extrativismo.

  • Cinema Indígena > Realizações de comunidades indígenas do continente, auto demarcações e registro de memória como ritual coletivo.

  • Identidade de Gênero > Problemáticas de gênero abordadas desde a própria experiência LGBT, lutas e expressões políticas de diversos grupos que usam a comunicação como ação direta.

  • Mídia Ativismo > Vídeos realizados por comunicadores independentes que documentam as lutas sociais e compõe uma contra-narrativa política no continente.

  • Cinema Infantil > Problemáticas sociais abordadas desde o olhar das crianças, vídeos de educação popular e de entretenimento que representam a cultura das crianças do nosso continente.

  • Cinema Negro > O cinema de matriz africana como acervo de memória preta no continente americano, a luta pelo racismo e o protagonismo dos coletivos na realização e distribuição de suas produções.

  • Cidades em Transe > Processos de gentrificação nas cidades, movimentos de resistência urbana tais como expressões artísticas locais, apropriação do espaço público, vigilância da violência policial e manifestações populares nas ruas.

  • Movimento Estudantil > A luta dos estudantes e professores pela educação pública e o acesso às universidades, a precarização do ensino e a criminalização de movimentos.

  • Espelhos Latinos > O contexto sócio-político da América Latina pela visão dos realizadores comunitários. (Para a SXSA Rio-2017 deverão ser consideradas as legendas em português)

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