Maratona - Guerra às Drogas

Maratona Bombozila #GuerraAsDrogas ou #GuerraAosPobres

A narrativa de “guerra às drogas” na verdade tem servido como guarda-chuva das políticas de extermínio e segregação dos governos contra as comunidades, favelas e periferias das cidades brasileiras. Movimentos sociais acusam essa agenda de racista, ineficiente e corrupta, que ainda conta com a ação de grupos de milícias que vão pouco a pouco se instalando e conformando uma nova dinâmica de controle geográfico e econômico dos territórios.

Aqui selecionamos uma série de documentários relevantes para aprofundar o debate e entender que “guerra às drogas” é na verdade um projeto / narrativa de segregação e criminalização da pobreza.

1) Palavra Perdida

No cotidiano do Complexo do Alemão, ninguém sabe se volta para casa. Em meios às balas, a palavra…a Palavra Perdida.

Direção, Câmera e Montagem: Vito Ribeiro
Ano: 2015
Legendas: Inglês
Cidade: Rio de Janeiro

Doc produzido nos dias 3 e 4 de abril de 2015, durante os protestos de moradores contra as repetidas mortes de pessoas inocentes, na guerra entre polícia militar e traficantes. Principalmente a do menino Eduardo de apenas 10 anos, morto com um tiro de fuzil na nuca, enquanto brincava na porta de casa. Cerca de 500 pessoas marcharam pela Estrada do Itararé até a praça 24 de Outubro, em Inhaúma mostrando cartazes pedindo paz e entoando palavras de ordem contra o extermínio dos moradores de favelas pela UPP no projeto de pacificação da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

2) Não Saia Hoje

Sinopse: “Não Saia Hoje” é um conselho que várias mães disseram aos seus filhos em maio de 2006. Infelizmente, muitos deles precisaram sair de casa e elas não puderam protegê-los da violência dos chamados Crimes de Maio.

Direção: Susanna Lira
País: Brasil
Ano: 2015
Cidade: São Paulo
Legendas: Español
Com: Débora Silva e Mães de Maio

3) Cada Luto, Uma Luta

Sinopse:  ‘Cada vez que eu falo no meu filho eu ganho forças” Ana Paula Oliveira. Documentário sobre a luta de uma mãe por justiça, pela morte de seu filho Johnatha Oliveira, assassinado aos 19 anos por um policial da UPP de Manguinhos com um tiro nas costas.

Título: Cada Luto, Uma Luta
Ano: 2015
País: Brasil
Idioma: português
Legendas: Inglês e Espanhol
Cidade: Rio de Janeiro
Realizadores: Rio40Caos
Direção e Roteiro: Ana Paula Oliveira e Victor Ribeiro
Fotografia e Montagem: Victor Ribeiro

4) Ritmos de Resistência

[Ritmos de Resistência

Sinopse: Artistas de algumas favelas cariocas expõem sua visão sobre as Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, que foram colocadas em prática pela política de segurança estadual do Rio de Janeiro. O potencial de protesto da música é explorado, abordando temas como a exclusão social e a violência nas comunidades.

Direção Jason O’hara
Duração: 29′
Ano: 2013
País: Brasil
Cidade: Rio de Janeiro

5) Na Maré da Copa

Sinopse:O documentário registra o cotidiano dos moradores da Maré entre a paixão pelo futebol e as consequências das políticas públicas para realização da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, em particular, na Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, ocupada pelas Forças Armadas entre abril de 2014 a junho de 2015.

País: Brasil
Ano: 2015
Idioma: Português
Cidade: Rio de Janeiro 

Realizadores:
Direção, imagens e roteiro: Miriane Peregrino
Edição e Desenho de Som: André Miguéis/MIC_RJ
Fotografia e Finalização: Mujica Salinas/MIC_RJ
Colaboração: Aline Moura, Jeferson Luciano, Mariluci Nascimento, Matheus Frazão, Priscilla Monteiro, Raíza Barros, Wagner Belo.
Entrevistados: Antônio de Medeiros, Beto, Carmem Lúcia, Gizele Martins, João Triste, Jorge Olliveira, Josivaldo Fernandes, Lucas Trindade, Paulo Renato, Renata Souza, Vaguinho e Valdinésio.
Imagens adicionais:
Decoração anti-copa: Mariluce Nascimento e Miriane Peregrino
Brasil x México: Mariluce Nascimento
Mareenses no metro: Paulo Renato Correia
Bombas na Sans Peña: Coletivo Mariachi, Coletivo Sagaz, Coletivo Tatu, MIC, Raffaella Moreira
Presidente da FIFA chega ao Brasil: Thiago Dezan

6) Onze

SINOPSE: Onze é o número de pessoas mortas no bairro da Messejana no dia que ficou marcado como uma das maiores chacinas da história do Ceará. Mais de 40 policias foram indiciados pelo crime. O documentário colaborativo mostra a história de familiares das vítimas e as manifestações que ocuparam a periferia em protesto aos assassinatos.

Produção – Nigéria Filmes
Cidade: Fortaleza
Ano: 2017

7) Crack: repensar

Em uma sociedade de dependentes, questões como a redução de danos, internação compulsória e regulação das drogas precisam ser repensadas. Essa é a proposta do documentário Crack, repensar, que reúne depoimentos de usuários, ex-usuários, especialistas em saúde pública, acadêmicos, gestores e profissionais que atuam na promoção da justiça em um polêmico debate sobre como conviver com as drogas uma sociedade dependente.

produção: Doctela
direção: Felipe Crepker Vieira e Rubens Passaro
distribuição: VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz
ano da produção: 2015
Prêmio de Melhor Curta-Metragem pelo Júri Popular do RECINE – Festival Internacional de Cinema de Arquivo 2015
Cidade: Rio de Janeiro

7) Hotel Laíde

Sinopse: O filme acompanha a chegada de Angélica no Hotel Laide, uma jovem mulher que viveu na rua dos 7 aos 23 anos. Na casa, a esperavam d. Laide, Brenda e Maria Paula. Mais do que uma estória de sobrevivência, o filme é agora o testemunho sobre a urgência da resistência da política de redução de danos para os usuários de crack.

Título: Hotel Laide
País: Brasil
Cidade: São Paulo
Diretora: Débora Diniz
Ano: 2017
Idioma: Português
Sinopse: Hotel Laide foi um dos mais importantes hotéis sociais da política de redução de danos para os usuários de crack da maior Cracolândia da América Latina. Um incêndio o destruiu, como em um anúncio da destruição que assombraria São Paulo com a política de prisão e internação para os usuários de crack.



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