Sinopse: A visita de Rodrigo Rato, presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Buenos Aires recrudesce o sentimento de anti-neocolonialismo na população e revigora a identidade latino-americana na “mais européia” das cidades do continente. Filósofos, cineastas, intelectuais e gente comum discutem a condição sócio-econômica e cultural do país e comentam a viagem visual deste documentário, busca duma latinidade pelas veias abertas dessa cidade em transe, antigo Eldorado do capital transnacional. Buenos Aires de 2004, rastros da política do corralito, o Percal (tecido brilhoso como a seda, mas de baixo preço, título de um tango clássico) da AL globalizada.

País: Argentina
Año: 2005
Idioma: Español
Legendas: Português

Direção, Roteiro e Montagem: Pedro Dantas
Direção de Fotografia e Argumento: Cristian Cancino
Som Direto: Luis Claps e Irina Kurschik
Trilha Sonora Original: Martín Mirol e De Puro Guapos
Variações Sobre Trechos da Obra de Atahualpa Yupanqui: Roberto Siqueira
Trilha Sonora Tradicional Mapuche: Feley
Colaboração artística: Mauríco Berú
Apoio de Produção em Buenos Aires: Nicolás Schonfeld
Apoio de Produção no Brasil: Maristela Grossi
Imagens Adicionais: Diego Velásquez (Masscre de Avellaneda)
Finalização e Arte : Ricardo Matias
Depoimentos: Gerardo Vallejo, León Rozitchner, Osvaldo Bayer e Hernán Scandizzo
Realização: Sussuarana Artinformação
Co-realização: TV-PUC-SP
Colaboração: Organización de Comunidades Mapuche – Tehuelche 11 de Octubre

– EM CARTAZ na Sessão Curta às 6, do SANTANDER CULTURAL Recife-PE. fevereiro de 2012
– Prêmio de Melhor Vídeo Documentário no 9º FAM (Florianóplis Audiovisual do Mercosul
– Prêmio de Melhor Curta pelo Júri Popular na 7ª Mostra Londrina de Cinema
– Prêmio de Melhor Som Direto no IV Santa Maria-RS Vídeo e Cinema

Após a realização do premiado “Argentina Acorralada” (“Argentina Encurralada”, em português) para a TV PUC-SP, iniciamos uma nova produção para pôr em prática o prêmio que havíamos recebido com o documentário no Gramado Cine Vídeo de 2003. Decidimos começar o novo trabalho no mesmo ponto onde havíamos terminado o anterior: a efervescente Buenos Aires do período “pós-corralito”, quando o país vivia a crise do confisco de todas aplicações bancárias de sua população. O projeto era, de certa forma, ambicioso pois se dispunha a refletir sobre uma América Latina que iniciava o século XXI borbulhando por movimentos populares contrários às políticas neoliberais instauradas desde as ditaduras militares que se impuseram em praticamente todo continente na segunda metade do século XX – articuladas por interesses forâneos, pela CIA, Operação Condor, “american way of life”, etc, etc…. O argumento era o próprio título: “¿Onde Está América Latina?”. Uma pergunta bastante ampla que não existia apenas para obter respostas profundas, mas também para trazer a reflexão de forma multidisciplinar. O resultado de “¿Onde Está América Latina?” foi uma série de 3 curtas. “Percal” é o primeiro deles e recebeu prêmios como o de Melhor Vídeo Documentário do 9º FAM (Florianópolis Audiovisual do Mercosul), depois vieram “Uma Mina de Ouro em PuelMapu” e “Chile Top Ten”. A série originaria ainda mais dois médias metragens: os também premiados “KollaSuyo – A Guerra do Gás” (Bolívia/ Brasil, 2006 – 52 min) e “La Moneda” (Chile / Brasil, 2007-2009 – 52 min.). 



Diferente daquilo que acontecera com o documentário anterior, Argentina Encurralada, a proposta era construir uma narrativa audiovisual que extravasasse a objetividade jornalística, abrindo espaço à subjetividade das expressões artísticas. Assim, através de gravações originais com Orquestra Típica de Tango, retratos poéticos do cotidiano, certos momentos de vídeo performático além de depoimentos também com cineasta, historiador e filósofo, o curta explora diferentes possibilidades narrativas do audiovisual. 

Foi também o primeiro trabalho onde incorporei aquilo que hoje identifico como técnica de Montagem com Sincronização de Sentidos. Esta técnica de montagem possibilita levar a narrativa audiovisual do documentário a além da objetividade textual. Porém, sem abrir mão da reflexão humana e de sua capacidade de elaboração textual através de depoimentos de estudiosos, artistas, intelectuais e cidadãos comuns em geral. A montagem não ilustra de forma pontual aquilo que o depoimento nos conta, mas atua como arte que irá revelar e provocar novas formas de compreensão e apreciação da realidade. A sincronização de sentidos significa que há em um mesmo momento do filme diferentes camadas de informação articuladas, o que permite ao espectador apreciar de diferentes maneiras a obra.

Ao longo destes 7 anos desde sua estréia, o curta continua ganhando importância e é constantemente convidado a exibições e a fazer parte de acervos de midiotecas e bibliotecas. O Santader Cultral de Recife, por exemplo, o colocou em cartaz na sua sessão Curta às 6, durante todo o mês de fevereiro deste ano de 2012.

(Visited 219 times, 1 visits today)
Please Fill Out The YT (Youtube) Slider Configuration First